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Caderno Aberto e um Lapis a Carvão

Textos, Pensamentos e opiniões

Sobre mim

Ora, falar sobre mim..... não sei. Bruno é um nome fictício, pois quero estar no anonimato. Neste blog publico disparates disparatados, muitas parvoíces e opiniões. Com ele, pretendo divertir-me sem intenção de magoar alguém....

O Empregado

por Bruno, em 28.01.17

Decidi , escrever algumas linhas para mostrar a minha indignação de ser empregado, e ser desprezado, humilhado, achincalhado, gozado, espoliado, isto, claro está, a todas as horas, minutos e segundos todos os dias, já para não dizer violado por todos os lados. Se ser empregado, e trabalhar na empresa do pai, era sinal de seres um gajo abençoado por Deus Nosso Senhor que está no Ceu, eras o filho de Sr. Tal e filho de Srª Tal, um gajo com uma sorte de cão, que levava uma vida de cão, um cagão sem fraldas, mas sempre com as calças do chefe na mão, porque assim é que era bonito, vá-se lá saber porquê, ser era das calças, se era dos suspensórios. Agora, nos dias que correm, ser empregado é ser um totó, um palhaço sem nariz, um pau de atirar ao cão, levares no cu ao som de sermão e pela frente levares um tampão. E se agora és trabalhador fodido estás, que como estatuto que tens na hierarquia empresarial – que tanto faz lamber as botas ao patrão, como não -, és o empregado do empregado, aquele que leva na peida a torto e a direito, porque és o tal, o convocado, que como trabalhador que és, só tens que executar a tarefa, seja ela qual for.

A palavra empregado, quer dizer, individuo que tem emprego, e como tem um emprego, logo não precisa de trabalhar. Logo, a pessoa “Empregado”, e vejam como escrevo “Empregado” com letra maiúscula, era conhecido, por ter um bom estatuto na Sociedade na classe média alta, que tinha o privilegio de poder conduzir o carro do patrão, passear o patrão, a mulher do patrão, as filhas do patrão, de trabalhar no mesmo gabinete que o chefe, era ser o empregado do chefão – que como há pouco que fazer –, tinha como função coçar as partes baixas, mascar pastilhas, jogar Sudoku com o seu fato todo aprumado, como já assistimos a faze-lo em plena Assembleia (não em Portugal, mas pouco falta) -, e quando vinha da retrete, vinha de lá com grandes ideias, mesmo que fossem ideias de merda, para ele eram sempre grandes ideias, porque eram as mesmas dele, tao más, ou piores que as do chefe, porque não passava de um reles bosta com pernas, que não sabe fazer nada, impressionante era, que nem um risco com lápis e régua – igual ou parecido a aquele que tem ao fundo das costas -, sabia fazer.

Hoje, como toda a gente anda a segurar as calças – não por falta de cinto, mas porque estamos em crise, porque os tempos que correm, não estão fáceis para ninguém, nem para as cadelas, nem para os cães -, ser empregado é ser trabalhador. Agora como os estatutos estão em pé de igualdade, fica bem e continua a ser bonito segurar as calças do patrão, mas agora, com um extra: cheirar as cuecas. Sim, as cuecas. É cheirar e comer todo o tipo de ementa que o chefinho não gosta, seja ela qual for, com mais ou pouco tempero. Não vale a pena andar a continuar a lamber as botas – como és (Empregado-Empregado-Trabalhador) -, se as deixas mal engraxadas, podes estar tramado. Vais continuar a ser o pau de atirar ao cão, o totó, o palhaço, ou seja, vais passar à categoria de trabalhador, mas desta vez, com uma gravata, e continuar a ser desprezado, humilhado, achincalhado, gozado, espoliado…..

E tu, sabes até quando?